quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Solo

Em nosso município, predominam associações de solo com fertilidade natural variando de alta a média, com uso limitado devido à falta de água, apresentando por vezes pedregosidade na superfície e um acentuado fendilhamento (rachaduras) durante o período seco; solos pouco desenvolvidos, muito raros, acentuadamente drenados, bastante erodíveis e com restrições ao uso agrícola devido principalmente a pouca profundidade (solos litólicos); solos pouco profundos, areno-argilosos, com elevados teores de sódio, mal drenados, suscetíveis à erosão, que apresentam deficiência de água e com média fertilidade natural, e solos minerais bem desenvolvidos, profundos, areno-argilosos, em geral bem drenados, com grande percentagem de cascalhos em sua constituição. Apresenta uma topografia de média ondulação a ligeiramente plana, há afloramento de rochas na superfície, com vocação para explorações e agropecuária, apresentando como cores mais comuns Bruno escuro, Bruno avermelhado e Bruno avermelhado escuro.


Utilização - Nosso solo é bastante utilizado para o cultivo agrícola (algodão, feijão, arroz e milho) e principalmente para a pecuária.

As áreas de cascalho são identificadas com a cotonicultura (cultura do algodão) geralmente consorciada com milho e feijão, em média de 30% da superfície. O restante encontra-se coberto por vegetação natural, sendo utilizada como pastagem para pecuária extensiva.

Vegetação

Em Olho D’água acentua-se a Vegetação do Sertão Paraibano, a xerófila, ou seja, plantas adaptadas às condições de seca. Apresenta-se sob as formas de moitas e tufos, sendo abundantes as bromeliáceas e as cactáceas. Podemos citar a existência de três estratos de associações vegetais: o primeiro estrato, constituído de uma mistura de ervas estacionais que vegetam somente no inverno como: o quebra panela, mato-pasto, a gitirana, etc; o segundo estrato é caracterizado por uma multiplicidade de arbusto como o mofumbo, a jurema, o marmeleiro e a jurubeba; e finalmente o terceiro estrato é constituído por espécies arbóreas de floresta caducifólia, como a oiticica, juazeiro, angico, catingueira, baraúna, pau-d’arco, aroeira, umburana e outros vegetais como: mandacaru, facheiro, xiquexique, etc. (26- Coleção de Monografias Municipais – Estudos Realizados pelo IBGE e publicados em 24 de outubro de 1984 – Rio de Janeiro, p. 4).




A Atividade criatória de caráter extensivo com utilização da vegetação da caatinga como pastagem natural, bem como a lavoura de algodão e subsistência, vem alterando profundamente as características fitofisionômicas.

Relevo e Higrografia

Localizado na depressão sertaneja do Rio Piranhas, o município de Olho D’água apresenta um relevo constituído por elevações residuais que são caracterizadas por pequenos lajedos e cristais distribuídos distanciadamente, como: serra da serrota, serra do cedro e serra do vento, serrote do trombeta, serrote do baião e outros pequenos serrotes, de denominação particular do proprietário.


A rede de drenagem, de caráter temporário, é comandada pelo Rio Jenipapo, que acolhe a Barragem do mesmo nome, destacando-se seus afluentes principais, os rios do Navio, Pato e os riachos do Curtume, Cedro, Pedra D’água e Arromba, apresentando em seus cursos, numerosos açudes.

Clima

De clima muito quente, e semi-árido, Olho D’água pertence a uma região muito seca. Sob baixa latitude, a temperatura média anual é elevada, em torno de 35°C, com amplitude térmica anual de grau bastante elevado. Embora, seu clima seja quente durante todo o ano, vem sofrendo oscilações constantes, alcançando temperatura mínima de até 25°C, máximas superiores a 35° não são muito comuns. A precipitação pluviométrica média anual é baixa entre 335 a 560 mm, sendo mal distribuída ao longo do ano, além da freqüência ser muito irregular ano-a-ano (26, p. 3).


Caracteriza-se, sobretudo por estação pouco chuvosa, com início normalmente em fevereiro, com maior concentração em abril, cerca de 60% dos totais anuais e uma estação de duração variável muito seca, cujas chuvas além de raras, são de pouca intensidade, ficando até mesmo ausentes durante vários meses consecutivos. Assim, durante 8 a 9 meses é muito rara a ocorrência de chuvas. E a necessidade ambiental de água, é tão alta, que o solo se torna muito seco. Pode ocorrer, em certos anos, no período geralmente chuvoso, as chuvas deixarem de cair ou serem muito raras e, conseqüentemente dessa irregularidade, resulta que a estação seca se prolonga por mais de um ano. A umidade relativa do ar é em torno de no máximo 50%.

Limites

É limitado ao norte pelos municípios de Emas e Catingueira; ao sul, pelos municípios de Juru, Santana dos Garrotes e Piancó; ao leste, pelos municípios de Imaculada, Água Branca e Jurú, ao oeste, pelo município de Piancó.

Localização

SITUADO na Mesorregião do Sertão Paraibano e na Microrregião de Piancó.

Olho D’água, com área de 650 Km² correspondendo, respectivamente, a 4,96% da área da microrregião e, 1,09% da área do Estado. A sede municipal, a 275 metros de altitude (acima do nível do mar), tem sua posição geográfica determinada pelo paralelo de 7°16’12” de latitude sul em sua interseção com o meridiano de 37°45’00” de longitude oeste.

Hino Municipal.

Letra e música – de Ionete Xavier César.(criado em, 27.03.1998).






Olho D’água,

Água pura,

Água clara campo em flor.

Olho D’água, que doçura.

Meu encanto, meu amor.

Céu dourado de sol a brilhar,

Povo forte de nobre ideal.

Eis a lua no céu a brilhar,

Iluminando teu verde carnaubal.



REFRÃO:

Quem já foi te amou.

Quem está te quer.

Quem ainda vem jurou,

te manter de pé.

Minha terra amiga,

Meu alvorecer,

Teu passado é vida,

Meu futuro é você.



Olho D’água,

Cinderela do castelo do sertão.

Campanário se revela

Para festejar São João.

Andorinhas no céu a voar,

Jenipapo sereno a correr.

Alegria sempre a transbordar,

No coração de um povo

Que só quer vencer.



REFRÃO:

Olho D’água,

Tua cultura,

Incrusta no coração,

Teu progresso que perdura,

Marcando tua evolução.

És história gravada no amor,

E na luta destes filhos teus,

És a auréola de luz e calor.

És a glória de quem me antecedeu.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

POLÍTICO OU APOLÍTICO?

Desde bem menina tive tendência à curiosidade, razão de ter em mente muitas interrogações diante do comportamento dos adultos.
Sem orgulho e/ou desdém, ao lugar onde nasci percebi desde cedo a insatisfação de permanecer naquele mundo limitado aos hábitos de conformidade ao pouco, em se tratando do que é para mim a maior riqueza do ser humano, “conhecimento e informação”. E, dentre as minhas observações, já olhava com preocupação para quem se apresentava como “apolítico”.
Nos primeiros momentos que escutei esta palavra fiquei encantada, soava foneticamente uma coisa requintada, e para reforço de tal idéia eram pessoas bem resolvidas financeiramente, que se diziam ser “apolíticas”.
Observando os “políticos” e “apolíticos” senti grande diferença nas atitudes de ambos, e, ainda percebi a presença da decisão política em todos os âmbitos sociais. A partir da água que enche o pote do nosso ruralista às condições que nos leva ao banho de mar (entenda-se, da pior à melhor situação de vida).
Se o mundo funciona dessa forma há mesmo necessidade de sermos políticos e, muito mais, de entendermos, acompanharmos e fazermos política, para que tenhamos melhor qualidade de vida.
Com esse entendimento voltamos os olhos para o “apolítico” e o enxergamos como um grande egoísta e desinteressado pelo bem estar social, ou seja, descompromissado com o coletivo. É na verdade, uma pessoa que “enxerga tão somente o próprio umbigo”, como diz o antigo presságio popular.
Ele não está interessado se a sua comunidade tem educação e saúde de qualidade ou se todos nós temos comida na mesa. Preocupa-se único e exclusivamente com o seu bolso e a conta bancária. Na hora de votar ele articula uma estratégia que lhe renda um bom saldo financeiro e continua trabalhando para si, afinal, pode comprar o que achar necessário para saciar os seus prazeres de mundo.
Diante da apresentação do perfil do “político” e do “apolítico”, qual você escolhe como prática de vida?
Rita Bizerra – 08/07/2010.