sexta-feira, 9 de julho de 2010

POLÍTICO OU APOLÍTICO?

Desde bem menina tive tendência à curiosidade, razão de ter em mente muitas interrogações diante do comportamento dos adultos.
Sem orgulho e/ou desdém, ao lugar onde nasci percebi desde cedo a insatisfação de permanecer naquele mundo limitado aos hábitos de conformidade ao pouco, em se tratando do que é para mim a maior riqueza do ser humano, “conhecimento e informação”. E, dentre as minhas observações, já olhava com preocupação para quem se apresentava como “apolítico”.
Nos primeiros momentos que escutei esta palavra fiquei encantada, soava foneticamente uma coisa requintada, e para reforço de tal idéia eram pessoas bem resolvidas financeiramente, que se diziam ser “apolíticas”.
Observando os “políticos” e “apolíticos” senti grande diferença nas atitudes de ambos, e, ainda percebi a presença da decisão política em todos os âmbitos sociais. A partir da água que enche o pote do nosso ruralista às condições que nos leva ao banho de mar (entenda-se, da pior à melhor situação de vida).
Se o mundo funciona dessa forma há mesmo necessidade de sermos políticos e, muito mais, de entendermos, acompanharmos e fazermos política, para que tenhamos melhor qualidade de vida.
Com esse entendimento voltamos os olhos para o “apolítico” e o enxergamos como um grande egoísta e desinteressado pelo bem estar social, ou seja, descompromissado com o coletivo. É na verdade, uma pessoa que “enxerga tão somente o próprio umbigo”, como diz o antigo presságio popular.
Ele não está interessado se a sua comunidade tem educação e saúde de qualidade ou se todos nós temos comida na mesa. Preocupa-se único e exclusivamente com o seu bolso e a conta bancária. Na hora de votar ele articula uma estratégia que lhe renda um bom saldo financeiro e continua trabalhando para si, afinal, pode comprar o que achar necessário para saciar os seus prazeres de mundo.
Diante da apresentação do perfil do “político” e do “apolítico”, qual você escolhe como prática de vida?
Rita Bizerra – 08/07/2010.

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