terça-feira, 27 de outubro de 2009

As vantagens do analfabeto participar do Pleito Legislativo, para o Executivo Municipal


Somando-se às inúmeras leis estabelecidas no Brasil que continuam sendo descumpridas, a justiça eleitoral tenta tornar prática, a Lei que não permite o analfabeto participar das competições eleitorais, mas, principalmente em cidades com menos de 200.000 habitantes, os Administradores e/ou candidatos da chapa majoritária, já utilizam suas inteligências para facilitarem aos seus candidatos não-alfabetizados alcançarem seus registros à competição, comprovando as suas escolaridades através de declarações de professores particulares.
A primeira vantagem observada por estes, é a condição financeira do candidato, que além de custear sua própria candidatura, contribuirá indiretamente para a campanha majoritária. Porém, as vantagens maiores estão inseridas na pós-eleição, ou seja, no período administrativo propriamente dito, em que os Edis não lêem os Ante-Projetos de Lei, sequer entendem o significado das palavras em destaque, muito menos a redação dos documentos, mesmo ouvindo os outros leem.
Portanto, não há questionamentos nem averiguação na execução das obras, em um sentido mais especulativo do cronograma financeiro, tudo isso conta positivamente para o Chefe do Executivo. Eis a razão de haver dentre os candidatos ao Legislativo de inúmeras cidades do Pais, 70% de analfabetos, e 20% além desses, não atualizados, ou seja, que foram alfabetizados muitos anos atrás e não estão adaptados às modernidades sociais no sentido mais prático, e ainda são excluídos os 10% não apresentados aqui, da rota de dirigentes daquele poder. Uma forma de o Executivo manipular 100% do Legislativo.
Com o poder representado neste quadro, não há sinceramente como a população cobrar uma administração digna. Como exigir que uma criança na sua plena inocência possa agir com sabedoria?
Mas aí está a alternativa para as eleições de 03 de outubro próximo. Quando os direitos de um povo são violados, os deveres mais sagrados desse povo, é a insurreição!
Rita Bizerra – setembro de 2004.

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