domingo, 15 de novembro de 2009

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL BRAZILIAN PRESS



Como investir na Microrregião de Governador Valadares, Minas Gerais.

Historicamente a grande liderança de emprego industrial mineira sobrepunha-se aos demais estados brasileiros por alongadas datas, porém, pesquisa realizada mensalmente pela equipe de Desenvolvimento Econômico do estado, mostra o estacionamento nos três (03) últimos meses, alcançando no mês de novembro uma queda de (- 0,2%), o que não é motivo de preocupação para a economia do estado, haja vista, há grandes promessas futuras, principalmente nos municípios de maior relevância econômica, que, ainda prometem oportunidades múltiplas para investimentos privados.
A economia brasileira com os desdobramentos no cenário empresarial sofreu várias transformações, nas duas últimas décadas, e, em vista disso, entendemos esta realidade que a consideramos natural.
A região leste do estado, que comporta a grande malha rodoviária federal do nosso País, de tráfego bem acentuado, com sua capacidade de crescimento na geração energética, após a implantação de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas, acordo firmado entre o Governo Mineiro e as empresas Omega Energia Renovável e Hidrotérmica, que envolve 970 milhões de investimento para os próximos 03 anos, o que assegura a maior probabilidade do resgate dessa liderança e com mais força, cuja compreensão nos leva a identificar visivelmente as oportunidades na área comercial da mesorregião do Vale do Rio Doce, predominando o segmento alimentício, uma vez que, pressupomos o aumento da população pela necessidade de mão-de-obra diversificada, acrescentando o giro de real e outras cifras mais na região.
Esse crescimento provavelmente acontecerá gradativamente, o que não impede de você iniciar desde já o seu estudo de possibilidades de volta ao seu rincão (terra mãe) sabendo onde e no que investir o seu suor derramado nas terras de outrem.
A 12ª EXPOLESTE realizada de 09 a 13 de setembro em Governador Valadares confirma os resultados de crescimento da comercialização de alimentos, quando comenta o organizador do Evento, Edmilson Soares, que em 11 stands eram 10 de produtos alimentícios. O que nos dá a idéia de lucratividade neste segmento para que promova uma participação tão significativa.
Bom. Há outras análises necessárias a serem feitas na área empresarial, e pelo que mostra as estatísticas do IBGE Nacional, o nível médio de tempo de vida das microempresas e empresas de pequeno porte no Brasil é de até 02 anos, para 49,4%, e de 05 anos, aproximadamente 60% delas, o que será um grade risco para o empreendedor levando-os a optar pela Empresa Franqueada que representa um risco proporcional ao tempo de apenas 7% a 9%.
Resta você identificar outros fatores importantes de ordem à sua predisposição pessoal e fazer a sua escolha: Em que investir meus dólares na microrregião de Valadares, em Minas Gerais?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DISCURSO DE ABERTURA DE UM CONGRESSO DE VIOLA

Boa Noite!

Minhas Senhoras e Meus Senhores. Enquanto não começamos o nosso evento, vamos conversar um pouco.


Bom! Em se falando de cultura popular, foi constatado em números, que o Brasil ficou em penúltimo lugar, como país empreendedor cultural. E o que significa para nós isso? Que se cruzarmos os braços, a nossa cultura tradicional se perderá no tempo e no espaço.

Ainda é o Nordeste, a região mais rica em cultura, no nosso País. Apesar do preconceito social, do preconceito linguístico, sofrido pelos nordestinos em outras regiões, fora o Nordeste o manancial do desenvolvimento nacional em todos os segmentos, pois bem sabemos ser o solo nordestino o primeiro a ser tocado pelos colonizadores, ao lado do Velho Chico, a nossa maior riqueza natural.
Como fomos informados, neste evento: “A Noite das Violas”, vamos apreciar repentistas versando variados temas, utilizando a própria alma, engenho do improviso, obedecendo a estrutura poética dos antigos cordelistas, elevando a memória do pai da poesia popular, Augustinho Nunes da Costa, teixeirense, que foi sucedido pelos seus filhos Nicandro e Ungulino do Sabugi, entre outros nomes.

Sabendo-se que a poesia popular surgiu ainda no século XVIII, nas mediações da Vila Santa Madalena, hoje, cidade do Teixeira. Fluída da linguagem tradicional da família Batista, em que, ensaiaram transformando as histórias de trancoso, que escutavam dos pais, em versos cantados no pé de parede, dos quais, foram desperdiçados muitos deles.

Em função do alongado tempo de sua oralidade, só tivemos os seus registros, a partir da idéia de Leandro Gomes de Barros - pombalense, que convivendo em Teixeira com a família Batista, adquiriu a habilidade poética, embora não sendo repentista, foi pioneiro na publicação do cordel.
Essa maneira singular e rica da nossa cultura, só ganhou espaço nas mesas dos intelectuais, a partir de dezembro de 1955, quando foi especulado e divulgado pelo estudioso, Orígenes Lessa, através de artigos em revistas estrangeiras.

Nesse período, é que muitas pessoas se despertaram para a beleza da poesia popular. Porém, nem todas as pessoas que persistem afirmar em conservar a nossa cultura, a nossa tradição, têm alma predisposta a conceber a pureza dessa forma de cantar e encantar o mundo, e de cantar a vida com tudo que faz parte dela.

E posso afirmar para vocês, que a beleza da alma humana está intrínseca e sintetizada na linguagem poética. Não sou poeta ou poetisa de improviso, como queira chamar. Mas, quero apresentar para vocês, meu primeiro soneto, e primeiro passo para trilhar o caminho da cultural, que certamente quem conhece a história do nosso herói Augusto dos Anjos, verá a força de resumo que tem a poesia, pois nela podemos entender geração, vida e obra desse grande destaque histórico da Paraíba.

Escritor frisador de um símbolo
Que marcara sua vida desde o feto
Iluminação de um mundo moribundo
A infância prendada que o afeta.

Por viver entrelaçado ao desânimo
Decadência de uma vida soberana
Desviou-se para a vida arduânea
Onde expressa-se igual o “filho da morte”.

Pois te vejo entre todos os humanos
Sendo símbolo deste tamarindo amado
A fujância vitalina conterrânea

És pra mim simbolicamente tudo
Que exprime esta minha inspiração
Sua vida foi de muita marcação.

A minha afeição vem desde criança, quando meu pai fazia dos versos, cantigas de niná, despertando a minha curiosidade, e me levando a decorar vários deles.
Hoje, sou um pouco poetisa e como Leandro, sou fraca de improviso, mais mesmo assim, teimo em abrir este festival:


Dentre as artes culturais
A de versar, é mais bela
Maria, Cristina e eu
Aprendemos gostar dela
E com Geralda Medeiros
Propomos o mote primeiro
Ficando de sentinela.



Aos poetas convidados
doutores do improviso
Sugerimos o cangaço
Um tema de compromisso
Em uma vertente forte
Que não os deixe tão pobre
Finalizando com o mote

Foi cangaceiro de sorte
Virgulino, o Lampião
O mal que lhe trouxe a morte
Foi ser o Rei do sertão.








O meu bom dia para todos os presentes.

Em primeiro lugar, eu quero agradecer ao nosso Onipotente, Onisciente e Onipresente Senhor, por nos conceder um dia tão belo, em que, cada pessoa aqui presente, irá expressar o seu sentimento mais nobre para com o seu semelhante: “O amor”.

Quero ainda, aproveitar este momento, para fazermos uma oração, todos juntos, pois Jesus disse: Quando se reunir, duas ou mais pessoas em meu nome, estarei entre eles. E já que estamos juntos, nada mais justo, do que convidá-lo para participar dessa festa tão bonita que Olho D’água vive hoje, pois, se pretendemos transformar este dia, em um dia de felicidade, com certeza, a companhia de Jesus irá nos fortalecer ainda mais. (Pai Nosso).

Quero parabenizar ao Prefeito, a Câmara Municipal, e em especial a Comissão organizadora deste evento, e todos que tiveram participação na organização desta festa, direto ou indiretamente, o que certamente será um grande exemplo de amor e solidariedade humana.

Esta é uma festa inédita na história de Olho D’água, que irá marcar, não só a Administração de Júlio, e seus assessores, mas que esta se torne uma tradicional festa em nossa cidade. Que cause admiração, e desperte o coração de todos aqueles que tiverem condições, de espírito, para que o que vivemos hoje se repita em todos os anos que virão.

Eu tenho a satisfação de dizer para vocês, que hoje não é a primeira festa do ancião que participo. Que hoje, não é a primeira vez, que me sinto cercada por pessoas da melhor idade, pessoas experientes, pessoas vividas, que só nos trarão alegrias, e que só deseja de nós jovens, um pouco de amor, de solidariedade, que não nos custa nada lhes oferecer.

Há 08 anos, convivo com o Instituto dos Cegos, da cidade de Patos, que abrigam os bebês da melhor idade, de Patos e de outras cidades, localizado no São Sebastião, e se você quiser saber que é Rita Bizerra para aqueles velhinhos, vá até lá, e os pergunte.

Convivo ainda, com os anciões, do Lar do Velhinho, localizado no Jatobá, também na cidade de Patos, e lamentei até hoje, porque não havia me aproximado dos meus, pois amo a todos, porém, tudo o que é meu, tem um valor especial.

Mais quem sabe, Deus não toca no coração dos nossos Governantes. E, um dia Olho D’água seja presenteado com um Lar Especial, para os Velhinhos carentes do nosso município, que necessite de Abrigo, amor, carinho e outras coisas mais que não os tenham disponível.

Olho D’água vem acompanhando o desenvolvimento.
Olho D’água já tem um São João de Rua, tradicional.
Olho D’água hoje homenageia o dia do Ancião, o dia do Idoso.
Olho D’água vai neste ano pela primeira vez, comemorar a sua Emancipação Política.
Eu queria aproveitar o momento, para dizer aos nossos munícipes, que tive a informação, de que o Prefeito irá organizar esta comemoração. Mas, quero lembrar-vos de que, Olho D’água, não é só do Prefeito, Olho D’água é também da Câmara, Olho D’água é também das Escolas, e Olho D’água é também do Hospital.

Olho D’água é meu, é seu, pois se nós somos de Olho D’água, ele também é nosso, portanto, vamos juntos fazer esta festa, vamos cooperar na medida do possível, para que tenhamos em nossa história, na 1ª festa de emancipação política, um marco, que seja reconhecido pelos grandes políticos que só eles poderão engrandecer a nossa cidade.
Nós temos talentos, nós temos armas para uma evolução brilhante, e chegou o momento de exteriorizarmos o nosso espírito.

Portanto, vamos nos unir, ou mesmo que não sejamos tão unidos, vamos aparecer cada um da sua maneira. Que sejam reunidos representantes de cada órgão, para que sejam definidos horários, para cada um fazer a sua representação, ao seu modo, até mesmo voluntários, para assim revelarmos o melhor que temos, vale tudo, desde que seja aprovado pela equipe majoritária, escolhida entre si.

Tenho certeza, que ao nosso redor existem pessoas falando, que estou aqui para me mostrar, isso eu senti, outro dia na nossa escola, quando falava de literatura, isso em uma escola, e, na minha visão, não existe lugar mais adequado para falar sobre o assunto.

Recebia crítica destrutiva de um Professor, taxando de falar asneira, e digo pra vocês, que isso não me abalou em nada, sabem por que, porque eu confio em mim, e tenho fé.
Outro dia, estava em uma quadrilha na cidade de Patos, e fazendo uma palestra, fui bastante aplaudida, quanto mais discursava era aplaudida, falava da minha história, da minha cidade, mais quando falei o nome da minha cidade, fui vaiada, sabem por quem? Pelos meus conterrâneos, ai gente é onde se concentra a nossa pobreza.

Não é que somos pobres de dinheiro, são as mentes ganaciosas, que retraem o desenvolvimento do nosso povo.

Se isso acontecer com você, levante a cabeça e siga, é que você causou inveja, e quando você causa inveja, é porque praticou um ato notável. É assim a vida. É assim o mundo.

Muito obrigada!

Discurso de instalação de uma das mini bibliotecas Arca das Letras

Bom dia à todos!

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer ao amigo Júnior do PT, Presidente da Gajuc da cidade de Patos, por ter viabilizado através da sua Oscip a aquisição de dez mini bibliotecas para que eu pudesse fazer este trabalho de implantação do incentivo à leitura na zona rural de Olho D’água.
Agradecer ao vereador de condado, o amigo Neguinho, irmão do próprio Júnior, também articulador deste projeto na região de Patos.
Agradecer ao nobre Deputado Federal Luiz Couto, que tem dado a maior força para a realização desse trabalho em toda a Paraíba, e dizer da sua preocupação em fazer com que o campo alcance grande progresso no Governo Lula.
Quero agradecer também em público, ao próprio Lula, com quem venho mantendo contatos proveitosos em função do objetivo de desenvolver o nosso município, principalmente no seguimento educacional e cultural, que é minha área de atuação, enquanto dirigente de uma das entidades mais respeitadas na área cultural da região de Patos, que é, o IHGPatos.
É lamentável dizer, que das dez aquisição que fizemos, encontramos somente três associações predispostas a receber, e nesta, ainda tivemos um probleminha com a questão das agentes de leitura não terem tido condições de recebe-la diretamente da comissão do Ministério de Desenvolvimento Agrário, as instruções de utilização.
Foi difícil segurar, mas o nosso compromisso com as pessoas que aqui nos receberam no momento em que oferecíamos esse projeto anteriormente, não poderia ser diluído, pela inconveniência de uma só pessoa. Resisti aos questionamentos, e aqui está a “Arca das Letras”, que não é uma grande biblioteca, mas a semente para uma árvore de leitores futuros, que se trabalhada de acordo com as nossas expectativas, logo teremos uma grande biblioteca, pois, dependendo do trabalho executado pelos agentes de leitura, e diante do relatório que pegarei na comunidade a cada três meses, serão solicitados mais livros de Instituições competentes.
Não estou aqui para insultar nossos políticos, até porque, já dizia o famoso colunista da revista Veja, Diogo Mainard, “Quem insulta um político com grande veemência, clama por aliança com ele”, e não é o meu caso.
Eu apenas me sinto incomodada, e não consigo sequer desenvolver um bom trabalho literário, um trabalho bem pensado, quando sou consciente da necessidade dos meus conterrâneos, em ter uma fonte de pesquisa substanciosa. Em ter a consciência de que os professores do nosso município não podem sequer executar um bom trabalho, por que os alunos não têm meios de realizar as tarefas exigidas.
É lamentável conhecer a biblioteca pública da nossa cidade, que de vergonha, não se abrem as portas. Porque dentro dela só há livros sapos. Alguém conhece o que seriam livros sapos? São livros inchados, por serem molhados pelas goteiras das raras chuvas que caem anualmente a cada inverno.
O Governo Lula tem um propósito, que me fascina muito. É o de priorizar o homem do campo, a alcançar a civilidade. E a Arca das Letras faz parte deste propósito do Governo Lula.
É com muita tristeza, que visito as escolas do nosso município e as vejo assim, sem portas, sem janelas, sem cantinas, enquanto observo em Patos, o carinho com que o meu amigo Zé Mota trata as escolas do município. Em todas elas, seja na zona rural, seja na zona urbana, ele construiu uma cozinha, com parede e piso de cerâmica, balcão com pia de inox, e diariamente se encontra merenda de qualidade, nós também merecemos isso.
Dizia Izabel Lustosa, pesquisadora da Casa Rui Barbosa, do Rio de Janeiro, em um artigo do Paraíso das Letras, que “intelectual não é aquele ocupante de um pedestral inalcançável. Intelectual é apenas uma pessoa que gosta de ler, por que isso o faz um pensador, um formador de idéias, e um conhecedor do descaso público para com o desenvolvimento social. E aí, muitas vezes, esse intelectual tem necessidade, até por questão de honra a sua pátria, de entrar na política para tentar reverter o quadro atual do sistema político partidário”.
E por tudo o que vem acontecendo e deixando de acontecer em nosso município, obriga-se a juventude levantar a cabeça e enfrentar uma política com objetivos mais saudáveis.
Sinceramente, digo a vocês. Gostaríamos de em 2008, poder termos um candidato para o governo municipal com saudáveis propósitos de governo, para que pudéssemos votar. Assim teríamos liberdade para produzirmos trabalhos de grande relevância no segmento da escrita, pois, mais uma vez confessamos hoje não termos paz para isso, diante da governabilidade precária, e porque não dizer incompetente que vem causando o improgresso da nossa terra.
A Arca das Letras, não serve para as minhas filhas. Mas nem por isso deixei de trazê-las para servir aos filhos de vocês, e isso não vem sendo praticado pelos nossos políticos, eu estive conversando com uma deputada e um ex governador do nosso estado, e perguntava pra eles o motivo de não haver conhecido grandes trabalhos deles em nosso município, e me responderam o seguinte.
As pessoas que votaram em nós, nunca pediram nada para o município de vocês, eles só pediram para a casa deles e nós os oferecemos.
E a resposta foi essa pela atitude de negociações eleitoreiras. Os nossos políticos próximos negociam nossos votos e para os políticos maiores contamos todos como votos deles, para eles não somos votantes diretos...eh realidade...