terça-feira, 10 de novembro de 2009

Discurso de instalação de uma das mini bibliotecas Arca das Letras

Bom dia à todos!

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer ao amigo Júnior do PT, Presidente da Gajuc da cidade de Patos, por ter viabilizado através da sua Oscip a aquisição de dez mini bibliotecas para que eu pudesse fazer este trabalho de implantação do incentivo à leitura na zona rural de Olho D’água.
Agradecer ao vereador de condado, o amigo Neguinho, irmão do próprio Júnior, também articulador deste projeto na região de Patos.
Agradecer ao nobre Deputado Federal Luiz Couto, que tem dado a maior força para a realização desse trabalho em toda a Paraíba, e dizer da sua preocupação em fazer com que o campo alcance grande progresso no Governo Lula.
Quero agradecer também em público, ao próprio Lula, com quem venho mantendo contatos proveitosos em função do objetivo de desenvolver o nosso município, principalmente no seguimento educacional e cultural, que é minha área de atuação, enquanto dirigente de uma das entidades mais respeitadas na área cultural da região de Patos, que é, o IHGPatos.
É lamentável dizer, que das dez aquisição que fizemos, encontramos somente três associações predispostas a receber, e nesta, ainda tivemos um probleminha com a questão das agentes de leitura não terem tido condições de recebe-la diretamente da comissão do Ministério de Desenvolvimento Agrário, as instruções de utilização.
Foi difícil segurar, mas o nosso compromisso com as pessoas que aqui nos receberam no momento em que oferecíamos esse projeto anteriormente, não poderia ser diluído, pela inconveniência de uma só pessoa. Resisti aos questionamentos, e aqui está a “Arca das Letras”, que não é uma grande biblioteca, mas a semente para uma árvore de leitores futuros, que se trabalhada de acordo com as nossas expectativas, logo teremos uma grande biblioteca, pois, dependendo do trabalho executado pelos agentes de leitura, e diante do relatório que pegarei na comunidade a cada três meses, serão solicitados mais livros de Instituições competentes.
Não estou aqui para insultar nossos políticos, até porque, já dizia o famoso colunista da revista Veja, Diogo Mainard, “Quem insulta um político com grande veemência, clama por aliança com ele”, e não é o meu caso.
Eu apenas me sinto incomodada, e não consigo sequer desenvolver um bom trabalho literário, um trabalho bem pensado, quando sou consciente da necessidade dos meus conterrâneos, em ter uma fonte de pesquisa substanciosa. Em ter a consciência de que os professores do nosso município não podem sequer executar um bom trabalho, por que os alunos não têm meios de realizar as tarefas exigidas.
É lamentável conhecer a biblioteca pública da nossa cidade, que de vergonha, não se abrem as portas. Porque dentro dela só há livros sapos. Alguém conhece o que seriam livros sapos? São livros inchados, por serem molhados pelas goteiras das raras chuvas que caem anualmente a cada inverno.
O Governo Lula tem um propósito, que me fascina muito. É o de priorizar o homem do campo, a alcançar a civilidade. E a Arca das Letras faz parte deste propósito do Governo Lula.
É com muita tristeza, que visito as escolas do nosso município e as vejo assim, sem portas, sem janelas, sem cantinas, enquanto observo em Patos, o carinho com que o meu amigo Zé Mota trata as escolas do município. Em todas elas, seja na zona rural, seja na zona urbana, ele construiu uma cozinha, com parede e piso de cerâmica, balcão com pia de inox, e diariamente se encontra merenda de qualidade, nós também merecemos isso.
Dizia Izabel Lustosa, pesquisadora da Casa Rui Barbosa, do Rio de Janeiro, em um artigo do Paraíso das Letras, que “intelectual não é aquele ocupante de um pedestral inalcançável. Intelectual é apenas uma pessoa que gosta de ler, por que isso o faz um pensador, um formador de idéias, e um conhecedor do descaso público para com o desenvolvimento social. E aí, muitas vezes, esse intelectual tem necessidade, até por questão de honra a sua pátria, de entrar na política para tentar reverter o quadro atual do sistema político partidário”.
E por tudo o que vem acontecendo e deixando de acontecer em nosso município, obriga-se a juventude levantar a cabeça e enfrentar uma política com objetivos mais saudáveis.
Sinceramente, digo a vocês. Gostaríamos de em 2008, poder termos um candidato para o governo municipal com saudáveis propósitos de governo, para que pudéssemos votar. Assim teríamos liberdade para produzirmos trabalhos de grande relevância no segmento da escrita, pois, mais uma vez confessamos hoje não termos paz para isso, diante da governabilidade precária, e porque não dizer incompetente que vem causando o improgresso da nossa terra.
A Arca das Letras, não serve para as minhas filhas. Mas nem por isso deixei de trazê-las para servir aos filhos de vocês, e isso não vem sendo praticado pelos nossos políticos, eu estive conversando com uma deputada e um ex governador do nosso estado, e perguntava pra eles o motivo de não haver conhecido grandes trabalhos deles em nosso município, e me responderam o seguinte.
As pessoas que votaram em nós, nunca pediram nada para o município de vocês, eles só pediram para a casa deles e nós os oferecemos.
E a resposta foi essa pela atitude de negociações eleitoreiras. Os nossos políticos próximos negociam nossos votos e para os políticos maiores contamos todos como votos deles, para eles não somos votantes diretos...eh realidade...

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