domingo, 15 de novembro de 2009

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL BRAZILIAN PRESS



Como investir na Microrregião de Governador Valadares, Minas Gerais.

Historicamente a grande liderança de emprego industrial mineira sobrepunha-se aos demais estados brasileiros por alongadas datas, porém, pesquisa realizada mensalmente pela equipe de Desenvolvimento Econômico do estado, mostra o estacionamento nos três (03) últimos meses, alcançando no mês de novembro uma queda de (- 0,2%), o que não é motivo de preocupação para a economia do estado, haja vista, há grandes promessas futuras, principalmente nos municípios de maior relevância econômica, que, ainda prometem oportunidades múltiplas para investimentos privados.
A economia brasileira com os desdobramentos no cenário empresarial sofreu várias transformações, nas duas últimas décadas, e, em vista disso, entendemos esta realidade que a consideramos natural.
A região leste do estado, que comporta a grande malha rodoviária federal do nosso País, de tráfego bem acentuado, com sua capacidade de crescimento na geração energética, após a implantação de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas, acordo firmado entre o Governo Mineiro e as empresas Omega Energia Renovável e Hidrotérmica, que envolve 970 milhões de investimento para os próximos 03 anos, o que assegura a maior probabilidade do resgate dessa liderança e com mais força, cuja compreensão nos leva a identificar visivelmente as oportunidades na área comercial da mesorregião do Vale do Rio Doce, predominando o segmento alimentício, uma vez que, pressupomos o aumento da população pela necessidade de mão-de-obra diversificada, acrescentando o giro de real e outras cifras mais na região.
Esse crescimento provavelmente acontecerá gradativamente, o que não impede de você iniciar desde já o seu estudo de possibilidades de volta ao seu rincão (terra mãe) sabendo onde e no que investir o seu suor derramado nas terras de outrem.
A 12ª EXPOLESTE realizada de 09 a 13 de setembro em Governador Valadares confirma os resultados de crescimento da comercialização de alimentos, quando comenta o organizador do Evento, Edmilson Soares, que em 11 stands eram 10 de produtos alimentícios. O que nos dá a idéia de lucratividade neste segmento para que promova uma participação tão significativa.
Bom. Há outras análises necessárias a serem feitas na área empresarial, e pelo que mostra as estatísticas do IBGE Nacional, o nível médio de tempo de vida das microempresas e empresas de pequeno porte no Brasil é de até 02 anos, para 49,4%, e de 05 anos, aproximadamente 60% delas, o que será um grade risco para o empreendedor levando-os a optar pela Empresa Franqueada que representa um risco proporcional ao tempo de apenas 7% a 9%.
Resta você identificar outros fatores importantes de ordem à sua predisposição pessoal e fazer a sua escolha: Em que investir meus dólares na microrregião de Valadares, em Minas Gerais?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DISCURSO DE ABERTURA DE UM CONGRESSO DE VIOLA

Boa Noite!

Minhas Senhoras e Meus Senhores. Enquanto não começamos o nosso evento, vamos conversar um pouco.


Bom! Em se falando de cultura popular, foi constatado em números, que o Brasil ficou em penúltimo lugar, como país empreendedor cultural. E o que significa para nós isso? Que se cruzarmos os braços, a nossa cultura tradicional se perderá no tempo e no espaço.

Ainda é o Nordeste, a região mais rica em cultura, no nosso País. Apesar do preconceito social, do preconceito linguístico, sofrido pelos nordestinos em outras regiões, fora o Nordeste o manancial do desenvolvimento nacional em todos os segmentos, pois bem sabemos ser o solo nordestino o primeiro a ser tocado pelos colonizadores, ao lado do Velho Chico, a nossa maior riqueza natural.
Como fomos informados, neste evento: “A Noite das Violas”, vamos apreciar repentistas versando variados temas, utilizando a própria alma, engenho do improviso, obedecendo a estrutura poética dos antigos cordelistas, elevando a memória do pai da poesia popular, Augustinho Nunes da Costa, teixeirense, que foi sucedido pelos seus filhos Nicandro e Ungulino do Sabugi, entre outros nomes.

Sabendo-se que a poesia popular surgiu ainda no século XVIII, nas mediações da Vila Santa Madalena, hoje, cidade do Teixeira. Fluída da linguagem tradicional da família Batista, em que, ensaiaram transformando as histórias de trancoso, que escutavam dos pais, em versos cantados no pé de parede, dos quais, foram desperdiçados muitos deles.

Em função do alongado tempo de sua oralidade, só tivemos os seus registros, a partir da idéia de Leandro Gomes de Barros - pombalense, que convivendo em Teixeira com a família Batista, adquiriu a habilidade poética, embora não sendo repentista, foi pioneiro na publicação do cordel.
Essa maneira singular e rica da nossa cultura, só ganhou espaço nas mesas dos intelectuais, a partir de dezembro de 1955, quando foi especulado e divulgado pelo estudioso, Orígenes Lessa, através de artigos em revistas estrangeiras.

Nesse período, é que muitas pessoas se despertaram para a beleza da poesia popular. Porém, nem todas as pessoas que persistem afirmar em conservar a nossa cultura, a nossa tradição, têm alma predisposta a conceber a pureza dessa forma de cantar e encantar o mundo, e de cantar a vida com tudo que faz parte dela.

E posso afirmar para vocês, que a beleza da alma humana está intrínseca e sintetizada na linguagem poética. Não sou poeta ou poetisa de improviso, como queira chamar. Mas, quero apresentar para vocês, meu primeiro soneto, e primeiro passo para trilhar o caminho da cultural, que certamente quem conhece a história do nosso herói Augusto dos Anjos, verá a força de resumo que tem a poesia, pois nela podemos entender geração, vida e obra desse grande destaque histórico da Paraíba.

Escritor frisador de um símbolo
Que marcara sua vida desde o feto
Iluminação de um mundo moribundo
A infância prendada que o afeta.

Por viver entrelaçado ao desânimo
Decadência de uma vida soberana
Desviou-se para a vida arduânea
Onde expressa-se igual o “filho da morte”.

Pois te vejo entre todos os humanos
Sendo símbolo deste tamarindo amado
A fujância vitalina conterrânea

És pra mim simbolicamente tudo
Que exprime esta minha inspiração
Sua vida foi de muita marcação.

A minha afeição vem desde criança, quando meu pai fazia dos versos, cantigas de niná, despertando a minha curiosidade, e me levando a decorar vários deles.
Hoje, sou um pouco poetisa e como Leandro, sou fraca de improviso, mais mesmo assim, teimo em abrir este festival:


Dentre as artes culturais
A de versar, é mais bela
Maria, Cristina e eu
Aprendemos gostar dela
E com Geralda Medeiros
Propomos o mote primeiro
Ficando de sentinela.



Aos poetas convidados
doutores do improviso
Sugerimos o cangaço
Um tema de compromisso
Em uma vertente forte
Que não os deixe tão pobre
Finalizando com o mote

Foi cangaceiro de sorte
Virgulino, o Lampião
O mal que lhe trouxe a morte
Foi ser o Rei do sertão.








O meu bom dia para todos os presentes.

Em primeiro lugar, eu quero agradecer ao nosso Onipotente, Onisciente e Onipresente Senhor, por nos conceder um dia tão belo, em que, cada pessoa aqui presente, irá expressar o seu sentimento mais nobre para com o seu semelhante: “O amor”.

Quero ainda, aproveitar este momento, para fazermos uma oração, todos juntos, pois Jesus disse: Quando se reunir, duas ou mais pessoas em meu nome, estarei entre eles. E já que estamos juntos, nada mais justo, do que convidá-lo para participar dessa festa tão bonita que Olho D’água vive hoje, pois, se pretendemos transformar este dia, em um dia de felicidade, com certeza, a companhia de Jesus irá nos fortalecer ainda mais. (Pai Nosso).

Quero parabenizar ao Prefeito, a Câmara Municipal, e em especial a Comissão organizadora deste evento, e todos que tiveram participação na organização desta festa, direto ou indiretamente, o que certamente será um grande exemplo de amor e solidariedade humana.

Esta é uma festa inédita na história de Olho D’água, que irá marcar, não só a Administração de Júlio, e seus assessores, mas que esta se torne uma tradicional festa em nossa cidade. Que cause admiração, e desperte o coração de todos aqueles que tiverem condições, de espírito, para que o que vivemos hoje se repita em todos os anos que virão.

Eu tenho a satisfação de dizer para vocês, que hoje não é a primeira festa do ancião que participo. Que hoje, não é a primeira vez, que me sinto cercada por pessoas da melhor idade, pessoas experientes, pessoas vividas, que só nos trarão alegrias, e que só deseja de nós jovens, um pouco de amor, de solidariedade, que não nos custa nada lhes oferecer.

Há 08 anos, convivo com o Instituto dos Cegos, da cidade de Patos, que abrigam os bebês da melhor idade, de Patos e de outras cidades, localizado no São Sebastião, e se você quiser saber que é Rita Bizerra para aqueles velhinhos, vá até lá, e os pergunte.

Convivo ainda, com os anciões, do Lar do Velhinho, localizado no Jatobá, também na cidade de Patos, e lamentei até hoje, porque não havia me aproximado dos meus, pois amo a todos, porém, tudo o que é meu, tem um valor especial.

Mais quem sabe, Deus não toca no coração dos nossos Governantes. E, um dia Olho D’água seja presenteado com um Lar Especial, para os Velhinhos carentes do nosso município, que necessite de Abrigo, amor, carinho e outras coisas mais que não os tenham disponível.

Olho D’água vem acompanhando o desenvolvimento.
Olho D’água já tem um São João de Rua, tradicional.
Olho D’água hoje homenageia o dia do Ancião, o dia do Idoso.
Olho D’água vai neste ano pela primeira vez, comemorar a sua Emancipação Política.
Eu queria aproveitar o momento, para dizer aos nossos munícipes, que tive a informação, de que o Prefeito irá organizar esta comemoração. Mas, quero lembrar-vos de que, Olho D’água, não é só do Prefeito, Olho D’água é também da Câmara, Olho D’água é também das Escolas, e Olho D’água é também do Hospital.

Olho D’água é meu, é seu, pois se nós somos de Olho D’água, ele também é nosso, portanto, vamos juntos fazer esta festa, vamos cooperar na medida do possível, para que tenhamos em nossa história, na 1ª festa de emancipação política, um marco, que seja reconhecido pelos grandes políticos que só eles poderão engrandecer a nossa cidade.
Nós temos talentos, nós temos armas para uma evolução brilhante, e chegou o momento de exteriorizarmos o nosso espírito.

Portanto, vamos nos unir, ou mesmo que não sejamos tão unidos, vamos aparecer cada um da sua maneira. Que sejam reunidos representantes de cada órgão, para que sejam definidos horários, para cada um fazer a sua representação, ao seu modo, até mesmo voluntários, para assim revelarmos o melhor que temos, vale tudo, desde que seja aprovado pela equipe majoritária, escolhida entre si.

Tenho certeza, que ao nosso redor existem pessoas falando, que estou aqui para me mostrar, isso eu senti, outro dia na nossa escola, quando falava de literatura, isso em uma escola, e, na minha visão, não existe lugar mais adequado para falar sobre o assunto.

Recebia crítica destrutiva de um Professor, taxando de falar asneira, e digo pra vocês, que isso não me abalou em nada, sabem por que, porque eu confio em mim, e tenho fé.
Outro dia, estava em uma quadrilha na cidade de Patos, e fazendo uma palestra, fui bastante aplaudida, quanto mais discursava era aplaudida, falava da minha história, da minha cidade, mais quando falei o nome da minha cidade, fui vaiada, sabem por quem? Pelos meus conterrâneos, ai gente é onde se concentra a nossa pobreza.

Não é que somos pobres de dinheiro, são as mentes ganaciosas, que retraem o desenvolvimento do nosso povo.

Se isso acontecer com você, levante a cabeça e siga, é que você causou inveja, e quando você causa inveja, é porque praticou um ato notável. É assim a vida. É assim o mundo.

Muito obrigada!

Discurso de instalação de uma das mini bibliotecas Arca das Letras

Bom dia à todos!

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer ao amigo Júnior do PT, Presidente da Gajuc da cidade de Patos, por ter viabilizado através da sua Oscip a aquisição de dez mini bibliotecas para que eu pudesse fazer este trabalho de implantação do incentivo à leitura na zona rural de Olho D’água.
Agradecer ao vereador de condado, o amigo Neguinho, irmão do próprio Júnior, também articulador deste projeto na região de Patos.
Agradecer ao nobre Deputado Federal Luiz Couto, que tem dado a maior força para a realização desse trabalho em toda a Paraíba, e dizer da sua preocupação em fazer com que o campo alcance grande progresso no Governo Lula.
Quero agradecer também em público, ao próprio Lula, com quem venho mantendo contatos proveitosos em função do objetivo de desenvolver o nosso município, principalmente no seguimento educacional e cultural, que é minha área de atuação, enquanto dirigente de uma das entidades mais respeitadas na área cultural da região de Patos, que é, o IHGPatos.
É lamentável dizer, que das dez aquisição que fizemos, encontramos somente três associações predispostas a receber, e nesta, ainda tivemos um probleminha com a questão das agentes de leitura não terem tido condições de recebe-la diretamente da comissão do Ministério de Desenvolvimento Agrário, as instruções de utilização.
Foi difícil segurar, mas o nosso compromisso com as pessoas que aqui nos receberam no momento em que oferecíamos esse projeto anteriormente, não poderia ser diluído, pela inconveniência de uma só pessoa. Resisti aos questionamentos, e aqui está a “Arca das Letras”, que não é uma grande biblioteca, mas a semente para uma árvore de leitores futuros, que se trabalhada de acordo com as nossas expectativas, logo teremos uma grande biblioteca, pois, dependendo do trabalho executado pelos agentes de leitura, e diante do relatório que pegarei na comunidade a cada três meses, serão solicitados mais livros de Instituições competentes.
Não estou aqui para insultar nossos políticos, até porque, já dizia o famoso colunista da revista Veja, Diogo Mainard, “Quem insulta um político com grande veemência, clama por aliança com ele”, e não é o meu caso.
Eu apenas me sinto incomodada, e não consigo sequer desenvolver um bom trabalho literário, um trabalho bem pensado, quando sou consciente da necessidade dos meus conterrâneos, em ter uma fonte de pesquisa substanciosa. Em ter a consciência de que os professores do nosso município não podem sequer executar um bom trabalho, por que os alunos não têm meios de realizar as tarefas exigidas.
É lamentável conhecer a biblioteca pública da nossa cidade, que de vergonha, não se abrem as portas. Porque dentro dela só há livros sapos. Alguém conhece o que seriam livros sapos? São livros inchados, por serem molhados pelas goteiras das raras chuvas que caem anualmente a cada inverno.
O Governo Lula tem um propósito, que me fascina muito. É o de priorizar o homem do campo, a alcançar a civilidade. E a Arca das Letras faz parte deste propósito do Governo Lula.
É com muita tristeza, que visito as escolas do nosso município e as vejo assim, sem portas, sem janelas, sem cantinas, enquanto observo em Patos, o carinho com que o meu amigo Zé Mota trata as escolas do município. Em todas elas, seja na zona rural, seja na zona urbana, ele construiu uma cozinha, com parede e piso de cerâmica, balcão com pia de inox, e diariamente se encontra merenda de qualidade, nós também merecemos isso.
Dizia Izabel Lustosa, pesquisadora da Casa Rui Barbosa, do Rio de Janeiro, em um artigo do Paraíso das Letras, que “intelectual não é aquele ocupante de um pedestral inalcançável. Intelectual é apenas uma pessoa que gosta de ler, por que isso o faz um pensador, um formador de idéias, e um conhecedor do descaso público para com o desenvolvimento social. E aí, muitas vezes, esse intelectual tem necessidade, até por questão de honra a sua pátria, de entrar na política para tentar reverter o quadro atual do sistema político partidário”.
E por tudo o que vem acontecendo e deixando de acontecer em nosso município, obriga-se a juventude levantar a cabeça e enfrentar uma política com objetivos mais saudáveis.
Sinceramente, digo a vocês. Gostaríamos de em 2008, poder termos um candidato para o governo municipal com saudáveis propósitos de governo, para que pudéssemos votar. Assim teríamos liberdade para produzirmos trabalhos de grande relevância no segmento da escrita, pois, mais uma vez confessamos hoje não termos paz para isso, diante da governabilidade precária, e porque não dizer incompetente que vem causando o improgresso da nossa terra.
A Arca das Letras, não serve para as minhas filhas. Mas nem por isso deixei de trazê-las para servir aos filhos de vocês, e isso não vem sendo praticado pelos nossos políticos, eu estive conversando com uma deputada e um ex governador do nosso estado, e perguntava pra eles o motivo de não haver conhecido grandes trabalhos deles em nosso município, e me responderam o seguinte.
As pessoas que votaram em nós, nunca pediram nada para o município de vocês, eles só pediram para a casa deles e nós os oferecemos.
E a resposta foi essa pela atitude de negociações eleitoreiras. Os nossos políticos próximos negociam nossos votos e para os políticos maiores contamos todos como votos deles, para eles não somos votantes diretos...eh realidade...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Serei sempre uma Maria...


Há três anos e meio coleciono o Jornal Folha Patoense e desde o início, quando recebo o seu exemplar, costumo parar o que estou fazendo, para lê-lo. Não é para folheá-lo, o leio integralmente. Mas na última edição não consegui manter a minha atitude. Antes de lê-lo, folheie-o observando cada figura, cada manchete, e fiz uma reflexão do quanto evolui por haver escolhido a cidade de Patos para morar, amar, e, sobretudo, para contribuir socialmente para com o seu progresso. Sendo este, um compromisso em longo prazo.
Quantas pessoas inteligentes são reveladas pelo nosso editor, patoense como eu, por opção. A única diferença entre nós é que não deixei de amar a minha terra-berço. Olho D’água acompanha o meu dia-a-dia, no coração e muitas vezes paro à observá-la, e refletir os bons momentos que tive entre amigos, entre irmãos. Apesar de algumas dificuldades especiais na minha infância/adolescência, fui muito feliz, naquelas ruas descalças. Muitas vezes inundadas, em que meus colegas me atravessavam de colo para irmos à escola. Belos tempos. Eram tempos de amor mais puro, mais sincero.
Ao ver a capa do jornal, que sempre nos traz um espelho de criatividade. Sorri!
Achei Naborzinho um charme, de Homem Aranha.
Lá estava também, o amigo Dineudes. Sombrio! Utilizava o Cabeção como escudo, mas, vencendo os obstáculos de sub-popularidade, não por orgulho, por posição social mesmo. Pagando o preço de conviver distanciado da massa, mais marcando presença e competitividade.
Estão no campo de batalha e Deus faça vencer o que for melhor para o crescimento de Patos.
Vendo tudo isso, surgiu no meu subconsciente a liberdade de externar os meus pensamentos, que é castrada para muitos dos meus conterrâneos. Daí surgiu também, o jornal da minha cidade, em que eu o editava contracenando com a última edição do jornal mais lido de Patos, o Folha Patoense.
A capa seria um Rei coroado no seu Trono, ladeado de sacos de dinheiro. O meu jornal fictício caminhava contracenando com este passo a passo, me proporcionando risos e lágrimas, e, alçando a página 07, me encontrei em retratação:
Ontem falei: Vamos votar nele!
Hoje eu escrevo: Façamos valer os seus méritos!
E votamos em branco, é o certo!
Respirei profundamente. Haa! Aqui eu posso falar, estou em Patos!
Onde há liberdade de expressão, o que não é oferecido a muitos irmãos olhodaguenses. Sentem, pensam. Mas não muito alto. Alguém pode sentir o seu pensamento, e isso pode lhe causar algum prejuízo.
Isso é o fim, amigos leitores. Eu repudio o egocentrismo de tal maneira, que não posso apenas ter a consciência do que ocorre, mas sinto a necessidade de revelar para o mundo. Afinal, Deus é que me deu liberdade de pensamento, liberdade de ir e vir. Deus é que me deu a oportunidade de nascer entre aquele povo, crescer amando-os, para nunca mais esquecê-los.
Enfim, foi o mesmo Deus que poderá permitir que seja punida por estas palavras. E, certamente Ele mesmo me dará forças para resistir essa punição. Sou democrata e não abro mão disso.
“A esperança é a última que morre” é um ditado popular bem conhecido. Mas, será que os meus conterrâneos têm esperança de dias melhores? Muitos me disseram que não. Mais foram muitos mesmo. Foram todos aqueles que confiam em mim, e que sofrem com a paralisação de progresso que parece ser eterna.
Permita-me amigo Wandecy! Permita-me usar este espaço para rejeitar a indiferença de um governante para com uma relíquia, como é obra que construí com tanto esforço, Olho D’água – A Princesinha do Vale, em que narra com tanto amor a nossa história, embora, imperfeita, mas é a história do nosso povo, e me ordenara juntar todos os exemplares para retirar o seu nome, que embora ainda em fase de compactação, não poderia fazer isso, porque para nossa infelicidade é dirigente daquele município.
Eis uma forte razão de concordar com a flexibilidade humana, e dizer publicamente: Eu errei quando votei no próprio, nas eleições passadas. Mas o homem inteligente é flexivel, como revela-se retratação. Já diziam os filósofos da antiga Grécia: O homem inteligente não entra duas vezes no mesmo rio. Eu digo: A mulher inteligente não vai e volta pelo mesmo caminho. Está sempre buscando caminhos novos para obter resultados diferenciados.
Quando morrer, quero ser lembrada pelos meus conterrâneos, não como uma medrosa, como uma Mariazinha, como fala Marta Suplicy, em seu livro de Maria a Mariazinha, mas como a pessoa que quis ser durante toda sua vida: simples, honesta, pobre, e, sobretudo, pensadora e formadora de opinião.


SETEMBRO DE 2004

Covardia...?


Há grande especulação em função do não pronunciamento de Rita Bizerra e de seu apoio à Deputada Chica Motta no palanque de Zé Maranhão, no último sábado e entre tantas as indagações que lhe foram feitas, ela respondera:
Em Olho D’água a única questão que me incomoda é a situação política em que se encontra o município. Pois Olho D’água é muito importante para mim, por ser o lugar onde nasci, cresci, trabalhei e desejo fazê-lo mudar. É onde desejo ser útil, prestativa e amiga do povo, porque é o meu lugar.
E, para alcançar esse prêmio precioso, que é a “mudança”, a tarefa mais importante nesse momento não é aparecer, é fazer o que deve ser feito, ser “oposição”. Alguém pode até pensar que me supera quando me fortalece, que me enfraquece quando me eleva, mas, não me importa o que eles pensam, o que penso foi o que sempre deu certo na minha vida, e me fez desenvolver toda a potencialidade que tenho dentro de mim, a meu favor.
E, finalmente, o que mais me importa é está do lado de quem tem a mesma necessidade que eu, daquele que precisa de mim, porque é ele que proporcionará meios para a nossa conquista.
Sou diferente, quero fazer diferente, está com quem pense diferente sobre a política do meu município. Por isso, para estarmos no palanque de Zé Maranhão, teríamos que adapta-lo à nós, de forma que não houvessem pessoas para atropelarmos pelo que pensam em fazer no futuro, que é o mesmo que fazem na política atual do nosso município.
E aí! Podemos até pensar que seria melhor haver nascido em uma cidade com menos mesquinhagem, menos miséria espiritual, menos interesse pessoal quando se tratar do público, menos egoísmo quando se tratar do coletivo, isso nos traria mais oportunidades, porém, resultaria em não termos pelo que lutar.
Todavia, temos a certeza de estarmos no lugar certo, no momento certo, do lado certo e com as melhores oportunidades. Quando você também se conscientizar disso, venha para o nosso lado fortalecer esse caminho. Não temos pressa, nem desejamos vencer ninguém. O que queremos é executar projetos e/ou contribuir com quem os faça, para termos um Olho D’água melhor.

SETEMBRO DE 2006

As vantagens do analfabeto participar do Pleito Legislativo, para o Executivo Municipal


Somando-se às inúmeras leis estabelecidas no Brasil que continuam sendo descumpridas, a justiça eleitoral tenta tornar prática, a Lei que não permite o analfabeto participar das competições eleitorais, mas, principalmente em cidades com menos de 200.000 habitantes, os Administradores e/ou candidatos da chapa majoritária, já utilizam suas inteligências para facilitarem aos seus candidatos não-alfabetizados alcançarem seus registros à competição, comprovando as suas escolaridades através de declarações de professores particulares.
A primeira vantagem observada por estes, é a condição financeira do candidato, que além de custear sua própria candidatura, contribuirá indiretamente para a campanha majoritária. Porém, as vantagens maiores estão inseridas na pós-eleição, ou seja, no período administrativo propriamente dito, em que os Edis não lêem os Ante-Projetos de Lei, sequer entendem o significado das palavras em destaque, muito menos a redação dos documentos, mesmo ouvindo os outros leem.
Portanto, não há questionamentos nem averiguação na execução das obras, em um sentido mais especulativo do cronograma financeiro, tudo isso conta positivamente para o Chefe do Executivo. Eis a razão de haver dentre os candidatos ao Legislativo de inúmeras cidades do Pais, 70% de analfabetos, e 20% além desses, não atualizados, ou seja, que foram alfabetizados muitos anos atrás e não estão adaptados às modernidades sociais no sentido mais prático, e ainda são excluídos os 10% não apresentados aqui, da rota de dirigentes daquele poder. Uma forma de o Executivo manipular 100% do Legislativo.
Com o poder representado neste quadro, não há sinceramente como a população cobrar uma administração digna. Como exigir que uma criança na sua plena inocência possa agir com sabedoria?
Mas aí está a alternativa para as eleições de 03 de outubro próximo. Quando os direitos de um povo são violados, os deveres mais sagrados desse povo, é a insurreição!
Rita Bizerra – setembro de 2004.

Em algumas vezes acertamos dentro do erro...


Amar a “Princesinha do Vale” é algo que jamais omiti em quaisquer das situações que vivi. Por isso, tenho a convicção de haver errado quando me deixei levar pela desilusão e me permiti pensar em desistir da missão de lutar contra a antidemocracia e o poder abusivo que reina sobre a minha tão querida Olho D’água. Que nas últimas eleições municipais, com uma população de 5.745 eleitores, 319 sequer tiveram interesse de comparecerem às urnas, enquanto 3.083 eleitores sufragaram o nome do único candidato à chapa majoritária naquele município.

Este número compactou aquelas pessoas desinformadas que se sentiram coagidas ao ato por diversas situações, inclusive aquelas que são escravizadas por míseros salários, recebendo o título de funcionários públicos, para além de algumas famílias que participam da partilha do “bolo”, e/ou estão presas às vergonhosas negociações que se deu às vésperas das convenções partidárias. Porém, tivemos um número de 2.340 eleitores que revoltados como eu, pela vergonha de não haver opção votamos em nulo e branco.

Neste momento trágico da nossa história, a minha grandeza de espírito galgava sobressair-se com decência dessa página, foi quando busquei na política de Patos, um nome que suprisse o desejo de democracia que havia em mim. A minha visão política sempre foi diferenciada desse sistema comum de compra/venda de votos. E se tivermos comprometimento com a Ordem e o Progresso da nossa Pátria haveremos de extinguir essa prática, através da nossa escolha.

O bom político é aquele que edifica a sua própria escada, e ao alcançar o topo, tem a humildade de olhar para traz e se preciso for, descer até o último degrau para edificar uma outra com maiores dificuldades.

O bom líder é aquele que não faz da política uma profissão, mas sim, uma missão.

A minha busca não foi, contudo, muito alongada, haja vista, começar pelos pretensos candidatos, que estavam derredor de mim.

Com perspicácia observei os atos de alguns, e escolhi aquele que na minha visão seria um bom representante no legislativo municipal, da cidade, a qual escolhi para viver e educar as minhas filhas.

Entre outros estava o colega, José Mota Victor, e sabendo da sua pretensão ao pleito, identifiquei nele, a missão de promover o bem estar dos patoenses, para além, de ser diplomado Vereador ou Presidente da Casa Juvenal Lúcio.

Agendamos uma visita aos meus amigos olhodaguenses, domiciliados em Patos, e nesta, pude constatar o seu comprometimento com a Ordem e o Progresso na sua administração, o que me fez fidelizar o compromisso de ajudar alcançar o seu objetivo.

Sei que não fiz muito, mas, o possível. E, estou, contudo, muito orgulhosa da minha escolha, principalmente pelo seu ato de renunciar o título pelo qual lutou com grandes dificuldades, honrando a sigla do seu partido “PMDB”, para assumir a responsabilidade da educação e da evolução de toda a população, em que a sua arrumação será uma árdua tarefa.

Não sei se José Mota analisou a fidelidade partidária do seu substituto na Câmara Municipal, mas certamente, avaliou as possibilidades de ajustar a nossa educação; de promover eventos culturais; de globalizar as escolas a era tecnológica; enfim, de evoluir a educação, a cultura e o turismo do nosso município.

Que este ano seja um ano de grandes realizações para os nossos políticos e seus assessores que estão assumindo as suas funções, e também para aqueles que permanecem.

Que o brilho das luzes que iluminaram-no durante o Natal e o nascimento do Ano Novo continuem iluminando-os, para que possam trilhar os seus caminhos, não como competidores, mas como Líderes e escolhidos para administrar os nossos destinos com responsabilidade e eficácia.

Parabéns!!! E Boa Sorte!!

FEV- 2005

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Eleições municipais de Olho D'água na Paraíba

A população olhodaguense se encontra em um grande dilema eleitoreiro, proporcionado pelo clã político do município.
Uma situação nunca vista em lugar nenhum do mundo, no meu conhecimento e de muitas outras pessoas, definira prematuramente a eleição de 03 de outubro em Olho D’água. Pelo menos na mente de leigos e no trono governamental.
Enquanto na cidade de Patos, Dr. Ivânio inicia seus discursos, dizendo: Ou a gente ganha e eles perdem, ou eles perdem e a gente ganha”! O Prefeito de Olho D’água, sequer precisa discursar, pois não existem eles. Na sua mente fora programada logo após as negociações com seus possíveis opositores, a seguinte frase: “Se votarem eu ganho, se não votarem, eu não perco”. Portanto, vote quem quiser.
Porém, a gente ouve em todas as esquinas, e também em conversas de rodinhas, grande questionamento no sentido do voto em branco, o qual é argumentado pela situação que será somado aos seus. E, como estou bastante esclarecida nesse sentido, afinal, é a única opção existente, para o cidadão que ama nossa terra e deseja progresso. Posso afirmar, a possibilidade de anularmos a eleição para o Executivo, votando em branco.
Daí, as urnas responderão: Haverá ou não uma nova eleição em Olho D’água?
Evidente que, pela constituição dos seus fidelíssimos eleitores, o Prefeito já se encontra reeleito. Se as eleições municipais tivessem ocorrido ontem, já teríamos essa resposta, mas, como faltam alguns dias, me reservo para averiguar os resultados das urnas.
Pois, já ocorreram fatos parecidos em Olho D’água nas eleições municipais de 15 de novembro de 1972, só com uma diferença. Como era característico na época, o respeito pelo correligionário. Foram celebrados os apoios de comum acordo, após uma pesquisa de opinião pública.
Só que neste pleito, foram realizadas as negociações, e depois, foram impostas as exigências de voto aos eleitores, desagradando-os de forma generalizada.
Haja vista, o desempenho administrativo do Executivo, a seguinte frase ficará para reflexão do eleitor: Terá Olho D’água, esperança de dias melhores nos próximos quatro anos?
Afinal, a esperança é a última que morre.

JULHO DE 2004